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O Ministério do Silêncio da Primeira Batista de Campo Grande oferece por meio da EFIL (Escola de Formação de Intérpretes) o curso de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).
Neste semestre a EFIL oferece os módulos “Básico”, com turmas de sexta e domingo, e “Intermediário” com turmas de quinta, sexta e domingo. As matrículas estão abertas e podem ser feitas no Balcão dos Ministérios, no intervalo dos Cultos, ou durante a semana, na Secretaria da Igreja, que funciona em horário comercial.
EFIL
Liderado por Valdir Balbueno, a EFIL é um departamento do Ministério do Silêncio, cujo objetivo visa capacitar e orientar os profissionais diversos em relação surdez. Valdir Balbueno afirma que o curso de LIBRAS oferecido pela EFIL é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e os professores são profissionais habilitados pelo Prolibras (Proficiência em Libras), que é um “programa de avaliação promovido pelo MEC e desenvolvido por Instituições de Educação Superior – IES que têm por objetivo viabilizar a certificação de proficiência em Língua Brasileira de Sinais - Libras, bem como para a certificação de proficiência em tradução e interpretação da Libras, por meio de um exame nacional”.
O curso de LIBRAS oferecido pela EFIL é dividido em quatro níveis: Básico, Intermediário, Avançado e Técnica de Interpretação. Na conclusão de cada módulo, o aluno recebe o certificado com a devida carga horária. Como complementação curricular do curso, o aluno realiza estágio obrigatório, praticando os sinais aprendidos no decorrer do curso. Segundo Valdir, esta carga horária é determinada pela própria Secretaria de Educação. “O estágio é importante para que os cursistas tenham contato com a comunidade surda, e assim, vivenciar a Língua visual gestual de modo prático e esclarecedor”. LIBRAS
A pessoa que aprende a LIBRAS inclui em seu currículo a fluência de uma nova língua, assim como o inglês, o espanhol e outras. Aprender LIBRAS é relevante porque facilita a comunicação entre os próprios surdos e também entre ouvintes e pessoas com deficiência auditiva. Além disso, ainda preserva a cultura e identidade surda e promove a inclusão social destes sujeitos.
O decreto 5.626, que rege a Lei 10.436, estabelece a LIBRAS como língua oficial no Brasil. A partir disso, todas as escolas, incluindo instituições de ensino superior, devem se adaptar para fornecer cursos de formação bilíngue para pessoas. A LIBRAS deve ser uma disciplina curricular nos cursos de formação e com isso, estes cursos proporcionam à sociedade uma forma de promover a inclusão social. Surdez
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), atualmente existem cerca de 7 mil surdos em Campo Grande. Ao considerar pessoas com deficiência auditiva, o número sobe para 19 mil.
Valdir explica que a surdez é dividida em Graus: Leve, Moderada, Severa e Profunda. As pessoas com surdez leve e moderada são consideradas Deficientes Auditivos. “Estes podem colocar o aparelho e comunicar-se com os ouvintes por meio da oralização”. Pessoas com surdez Severa ou Profunda são consideradas surdas e “o meio satisfatório de comunicação é utilizando a LIBRAS”, afirma Balbueno.
Os sinais utilizados pelos surdos não são iguais em todas as cidades do Brasil. Há alguns sinais diferentes conforme a localidade dentro do país e também no exterior. A Língua de Sinais utilizada pela comunidade surda tem estrutura gramatical própria e é composta pelos níveis linguísticos fonológico, morfológico, sintático e semântico, por isso é considerada língua. Sua modalidade visual-espacial é o que diferencia a Língua de Sinais das outras línguas.
Para informações sobre LIBRAS e matrículas para o curso oferecido pela EFIL, fale com o Ministério do Silêncio pelo telefone 3041-4423.
Postado por
Rafaela Gizzi |